Homem, de Campinas/SP, 48 anos. Markus é o fake virtual de um cidadão internauta que transfere para o Blog suas impressões e visões estarrecedoras do mundo moderno, assim como também de suas suavidades. Afinal de contas, ninguém é de ferro. Markus escreve quando tem vontade pra enxaguar a alma ou quando a raiva combinada com a ironia afloram em rompantes de criatividade. Não espere regularidade temporal nem que os textos sejam lineares…
quinta-feira, agosto 31, 2006
Mahna Mahna
terça-feira, agosto 29, 2006
Orkut e a pândega contra o Google
Depois de milhares de mensagens no meu Orkut me alertando do fechamento do site de relacionamentos, finalmente a midia brasileira divulgou uma noticia verdadeira. O ministério público, numa ação judicial, acusa o Google de manter as informações dos usuários em tamanho sigilo dentro do Orkut que permitem a proliferação de comunidades de anti-semitismo, racismo, homofobia, nazismo entre outra mil outras porcarias que o ser humano é capaz de criar. O MP pediu ao Google os nomes desses participantes e o Orkut não liberou as informações. Conclusão: A justiça brasileira pode pedir o fechamento do escritório do Google no Brasil.
Acho uma trementa idiotice desmetida isso, uma vez que a internet é livre, e o que fazemos na internet é por nossa total conta e risco, seja num site de bate papo ou seja num site pornográfico. Se os pais estão preocupados com o que seus filhos acessam, que aprendam a usar o pc ou que simplesmente retirem o pc da casa, uma vez que esse processo da entrada da internet nas casas é um caso sem retorno.
Pessoas boas e más existem em todas as partes, seja nos shoppings, estádios de futebol, igrejas e a discriminação de maneira igual também de faz presente justamente onde era mais necessária a neutralidade, pra que as individualidades fossem respeitadas. Enfim, fechar o escritorio do Google achando que isso vai barrar o Orkut, é chutar cachorro morto. O Orkut vai continuar nos servidores dos EUA, as informações continuarão bloqueadas e a internet vai continuar existindo, e mesmo que o Orkut viesse a falecer ou deletado, outro site receberia essa enchente de brasileiros, que certamente migrariam em questão de dias para o proximo site a oferecer esse serviço, seja ele o Uolkut, o Gazzag, o MySpace entre outros tantos que pipocaram pela rede. O ser humano é social, e se existir uma ferramenta como essa pra intermediar as pessoas, é receitinha de muito dinheiro. $$$$.
PS: quer me adicionar no Orkut? Esqueça! hahahahahah
segunda-feira, agosto 28, 2006
Dia Ruim
sexta-feira, agosto 25, 2006
Voce tem experiência?
Não sei se é verdade, dizem tratar-se de um processo seletivo da Volkswagen. De qualquer maneira, o texto é bacana e todo mundo se identifica nele:
A redação foi desenvolvida por um candidato num processo de seleção. Ninguém sabe se ele foi aprovado, mas seu texto está fazendo sucesso e ele com certeza será sempre lembrado pela sua criatividade, sua poesia e acima de tudo pela sua alma.
Vale a pena ler o seu ...
CURRICULUM VITAE
"Eu já dei risada até a barriga doer, já nadei até perder o fôlego, já chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado.Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando
Já roubei beijo. Já fiz confissões antes de dormir num quarto escuro pro melhor amigo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Conheci a morte de perto, e agora anseio por viver cada dia.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já saí pra caminhar sem rumo, sem nada na cabeça, ouvindo estrelas. Já corri pra não deixar
alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um para sempre pela metade.Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
"_Qual sua experiência?" Essa pergunta ecoa no meu cérebro: "experiência...experiência..."
Será que ser plantador de sorrisos é uma boa experiência?
" Não!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
EXPERIÊNCIA ? QUEM A TEM ? SE A TODO MOMENTO TUDO SE RENOVA ?
quinta-feira, agosto 24, 2006
Definição científica de planeta exclui Plutão
Praga, 24 ago (EFE).- A União Astronômica Internacional excluiu hoje Plutão como um planeta de pleno direito do Sistema Solar, após longas e intensas controvérsias sobre esta resolução.
Com a decisão votada hoje no plenário da XXVI Assembléia Geral da entidade, realizada em Praga, se reduz o número de planetas no Sistema Solar de nove para oito. Os mais de 2.500 analistas de 75 países reunidos na capital tcheca reconhecem desta forma que se cometeu um erro quando se outorgou a Plutão a categoria de planeta, em 1930, ano de sua descoberta.
A definição adotada hoje preenche um vazio que existia neste campo científico desde os tempos do astrônomo polonês Copérnico (1473-1543).
A nova definição estabelece três grupos de planetas, o primeiro com os oito planetas "clássicos" - Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Netuno, Saturno e Urano -, depois um segundo, que são os asteróides, e um terceiro grupo, com Plutão e o novo objeto UB313, descoberto no ano passado.
Plutão, descoberto há 76 anos pelo cientista americano Clyde Tombaugh (1906-1997), é objeto de polêmica há décadas, principalmente devido a seu tamanho, que foi reduzido ano após ano e que foi estabelecido agora em 2.300 quilômetros de diâmetro.
Assim, Plutão é muito menor que a Terra (12.750 quilômetros) e até mesmo menor que a Lua (3.480 quilômetros) e o UB313 (3.000 quilômetros), que no entanto está muito mais longe do Sol.
Outro argumento contra Plutão é a forma pouco ortodoxa de sua órbita, cuja inclinação não é paralela à da Terra e a dos outros sete planetas do Sistema Solar.
terça-feira, agosto 22, 2006
Lost
Aqui estou comentando de novo o final de temporada de uma série da TV, mas são fatos de meu dia a dia, não tenho como evitar, e garanto que muita gente acompanha também. Ontem vi o final da segunda temporada do Lost, e tive a certeza mais do que nunca que não preciso continuar assistindo algo tão enrolado como Lost, que não se leva a lugar nenhum. O escritor deve achar que o objetivo é deixar a trama tão complexa que isso vai manter a audiência. Lost encerra esta temporada exatamente como começou, pouca coisa explicada e muitas outras questões foram levantadas, e novamente acabei com a sensação de estar sendo enganado por alguém... Em resumo chega. Prefiro algo mais conclusivo como Desperate Housewifes, e ainda estou na expectativa na Grey’s Anatomy que encerra nesta semana também, depois posto minhas impressões.
domingo, agosto 20, 2006
Eu sei, mas não devia.
Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Marina Colasanti
Trilha sonora do momento: Savage Garden - Truly Madly Deeply
terça-feira, agosto 15, 2006
A Cantada!
Tipo assim, o cara dá a cantada na garota com o maior garbo, como diria meu amigo Batata:
“GRAÇAS A DEUS TENHO UM MAÇARICO POTENTE PARA DERRETER ESTE GELO QUE É TEU CORAÇÃO”
Putz, ninguem merece!
De tão cafona, ficou até legal. Tou rindo até agora desde que me contaram.
Paranóia 2
Hoje mandei um BIS (aquele de chocolate) pra minha colega de trabalho num envelope, numa brincadeira do tipo “mandaram pra vc mas não sei quem foi”, lógico que ela sabia que era eu, era anônimo mas nem tanto. Acredita que fiquei preocupado depois? Será que o simples fato de dividir um chocolatinho com o colega de trabalho pode ser interpretado como assédio? Acho que entrei no clima de paranóia.
segunda-feira, agosto 14, 2006
Veranico
Quando criança me lembro da televisão falando dos veranicos, termo gaucho que justifica este calor fora de época. Em pleno inverno paulista, temperaturas de 30ºC, tardes insuportáveis, noites abafadas e a umidade relativa do ar em baixa com frequência. O atual veranico tá realmente bobando....o pior de tudo é não haver nenhuma perspectiva de mudança nos próximos dias.... Aguenta aí rapaz!
Libertação
Vi nos telejornais desta manhã que o reporter da Globo foi liberado. Ontem no Fantástico foi dado destaque ao ocorrido, desde o sequestro do reporter e do assistente de câmera, a libertação do assistente com uma fita de vídeo que deveria ser exibida pela Globo até a libertação do coitado do repórter. Observo claramente que a bandidagem continua sendo esperta e sequestrando o funcionário da Globo, conseguiu mais visibilidade ainda e o direito de conseguir comunicação em massa sem pagar um centavo. Eu já era adepto da pena de morte e a cada dia que passa, vejo como única saída para nossos problemas e reduzir a população carcerária. Uma vez que o cara tenha sido considerado culpado e provado suas ações erradas, ele pode deixar de existir. Causaria menos estragos no futuro e gastaria bem menos aos nossos bolsos. Certamente os próximo que viessem a cometer io mesmo delito pensariam um pouco melhor antes de agir. Direitos humanos de presidiários? Bah! Contra outra!
Memórias de uma Gueixa
sexta-feira, agosto 11, 2006
Qual o valor de uma paranóia?
quarta-feira, agosto 09, 2006
Hoje sinto saudade
Hoje sinto saudade de um monte de coisas, algumas menos importantes porem de grande valor emocional, e outras apenas de cunho pra desabafar, como por exemplo, tenho saudade do tempo que eu não tinha rinite. Não aguento mais a coisa chata que é ficar com a respiração prejudicada conforme o clima muda. Quando estava chovendo, era porque a umidade estava alta, agora que a umidade relativa caiu muito, é por causa da seca, ou é por causa do pó, ou ar-condicionado, pólen na primavera, seção de perfumaria do supermercado, carpete, cortina, cigarro, ufa! Acho que vou começar a injetar descongestionante direto na corrente sanguinea e tentar respirar decentemente....





